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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Copa do Brasil – Quartas de final

Foram sorteados os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil. Ao contrário do que se esperava e do que aconteceu na fase anterior, não teremos nenhum clássico regional.


As bolinhas determinaram o seguinte destino para dos oito clubes sobreviventes:

·         São Paulo x Vasco
·         Santos x Figueirense
·         Palmeiras x Internacional
·         Grêmio x Fluminense

Muitos analistas entendem que São Paulo e Santos tiverem melhor sorte neste sorteio, afinal, a situação do Vasco no Campeonato Brasileiro é caótica, e o Figueirense não ostenta a tamanha tradição a ponto de oferecer perigo ao time do litoral paulista.



Devagar com o andor.

Estamos falando de Copa do Brasil. Um torneio de mata-mata. Dois jogos e tudo se decide. Apenas dois jogos que podem derrubar muitas certezas. E não precisamos ir longe para ver que há um vasto histórico de curiosidades nessa competição.

Em 2012, o Palmeiras (então dirigido por Felipão),
conquistou a Copa do Brasil, vencendo Grêmio e Coritiba nas duas fases finais. Já no campeonato brasileiro, o destino alviverde foi cruel. Segundo rebaixamento em menos de 10 anos. Atualmente, temos o Vasco em uma situação de calamidade no maior campeonato nacional, mas empolgado por ter eliminado seu maior rival na Copa do Brasil. É claro que são situações distintas. No título do Palmeiras, os times que disputavam a Libertadores da América não participavam do torneiro nacional, o que, de certa forma, facilitou o caminho palmeirense. Não vejo o Vasco com chances de levantar o caneco, e já o tenho como rebaixado no Brasileirão, mas em duas partidas diante do inconstante São Paulo, muito pode acontecer. O favoritismo é todo tricolor, e a pressão por vencer o duelo, também.

O Figueirense busca se espelhar em feitos épicos protagonizados por times de menor expressão no cenário nacional. Um deles, seu conterrâneo de Santa Catarina. Em 1991, o Criciúma (também de Felipão, curiosamente) levou a Copa do Brasil de maneira surpreendente. Em 2004 e 2005, Santo André e Paulista de Jundiaí, respectivamente, levantaram a taça. O Santos é favorito, mas terá de fazer valer tal favoritismo em campo.

Quanto aos outros dois confrontos vejo mais equilíbrio. Entre Palmeiras e Inter, creio que o time paulista está melhor e deve levar a vaga, assim como o Grêmio diante do Fluminense, que ainda não achou o lugar certo para um tal Ronaldinho Gaúcho, jogador caro e pouco produtivo.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

1 ano do vexame. O que mudou?

8 de julho de 2014. Mineirão, Belo Horizonte. Semifinal da Copa do Mundo no Brasil. Em campo, Brasil e Alemanha.


Passou rápido. Hoje, completamos um ano da fatídica e trágica derrota brasileira diante dos alemães. Foi um massacre. Logo após o primeiro gol, já não havia mais esperanças de sonhar com qualquer possibilidade de sucesso. Até porque não demorou muito para sair o segundo, o terceiro, o quarto...

Um vexame. Estarrecidos, no estádio ou pela TV, milhões de pessoas tentaram entender o que estava acontecendo. Era mesmo o Brasil?

Sim. Era o Brasil. Pentacampeão mundial. Mas que ali protagonizou a pior derrota de sua história.
Jamais, em mais de 100 anos de Seleção Brasileira, houve um placar tão negativo. O cenário fez o favor de potencializar ainda mais a tragédia. Afinal, era uma semifinal do maior torneio do planeta disputado aqui, em nossa casa.

Lembra-se das entrevistas pós-jogo? A patética leitura da carta da famigerada Dona Lúcia? Explicações (ou tentativas) esdrúxulas para o inexplicável?

Enfim, já se passaram 365 dias. E o que temos no futebol brasileiro? O “novo” técnico Dunga, uma porção de vitórias em amistosos inúteis e mais uma campanha vergonhosa na Copa América, caindo diante do Paraguai, nas quartas de final. Fora os casos de corrupção que começaram a vir à tona.

Futuro nebuloso. Mas a “competente e renomada” CBF começou a se mexer. Ora se não.

Criou um comitê de notáveis para discutir o futebol brasileiro. O nome é chique: Conselho Estratégico de Desenvolvimento do Futebol Brasileiro. No elenco, nomes como Carlos Alberto Parreira, Sebastião Lazaroni, Zagallo, Falcão, entre outros.

Acho digno que se homenageie pessoas que tanto fizeram por nosso futebol. Mário Jorge Lobo Zagallo é um exemplo. Merece todo o respeito. Mas, o que alguns desses nomes podem contribuir para o futuro do futebol, sendo que muitos têm suas histórias fincadas no que há de mais ultrapassado e avesso ao novo. Há de se beber na fonte do passado, do que é tradicional. Mas é fundamental que se abandone o tradicionalismo arcaico que permeia o pensamento de muitos.

Há um abismo de diferença entre as duas coisas. Bem maior que os 7 a 1 que hoje relembramos. Gostaria muito de estar errado, mas não vejo nenhuma faísca de esperança para mudanças positivas no nosso futebol.

Ah, já parou para pensar quanto estaria o jogo entre Brasil e Alemanha se o juiz não tivesse apitado o final? Alguém pensou... (Click para ter acesso)




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Não tem mais bobo no futebol. Ou tem?

Tragédia anunciada.


Após a suspensão de Neymar, era muito difícil que a seleção brasileira conseguisse um resultado expressivo na atual edição da Copa América. Sem o craque do Barcelona, somos um time normal, comum, não muito diferente do Chile, da Colômbia e nem mesmo do Paraguai. Quem diria. Viramos “fregueses” dos paraguaios. Afinal, foram duas edições consecutivas sendo eliminados por eles. Já há quem diga que a expressão “cavalo paraguaio” deve ser trocada por “pangaré brasileiro”. É, a coisa está feia.

Ao apontarmos os culpados, o técnico Dunga encabeça a maioria das listas. De fato, não o considero – nem de longe – o nome ideal para comandar nossa seleção. Afinal, qual foi sua experiência como técnico de futebol antes de assumir a seleção brasileira? Em sua primeira passagem, após a Copa do Mundo de 2006, chegou ao cargo sem nunca ter treinado um time sequer.
Após o fracasso em 2010, teve uma passagem sem muita expressão no Internacional (RS) e, mais uma vez recebeu o convite da CBF que visava à “renovação do futebol brasileiro”. Renovação? Com Dunga como técnico? Infelizmente, não é de se admirar as estranhas escolhas de nossos dirigentes.

Mas Dunga não é o único culpado. Jogadores? Tem sua parcela de culpa. Um time sem brio, sem sangue, desconcentrado (vide o pênalti cometido por Thiago Silva e o desempenho nas cobranças decisivas) e, principalmente, sem a capacidade técnica de criar boas oportunidades e fazer um bom jogo. Não é o mercado agrícola, mas a safra atual está longe de ser das melhores.

Treinador, jogadores...DIRIGENTES. Esses últimos, em minha opinião, os maiores culpados. Após os últimos episódios de denúncias e investigações, ficou ainda mais claro ver nas mãos de quem está o nosso futebol (e há quanto tempo). O último presidente está preso, o penúltimo sempre tem seu nome questionado, e o atual sequer saiu do Brasil para acompanhar as seleções nos torneios que estavam sendo disputados. Por quê?

É sob a batuta desse tipo de gente (e muitas outras que compõem esse fétido complô) que é regido nosso futebol.

Resultado no campo após um ano da maior tragédia do futebol brasileiro (os 7 a 1 contra Alemanha): mais uma eliminação ridícula para o Paraguai, em fase quartas-de-final de Copa América. Outro vexame em menos de 365 dias.

Como diria o velho jargão futebolístico, “não tem mais bobo no futebol”. Ou melhor, tem sim. Nós! O Brasil! Que parece estar “deitado eternamente no berço esplêndido” da arrogância, da presunção, da incompetência e do caráter duvidoso de seus dirigentes.

7 a 1 foi pouco. Muito pouco!


sexta-feira, 26 de junho de 2015

CBF – Como Bagunçar o Futebol

Que momento. Que momento do futebol brasileiro. Que momento das nossas seleções. Que fase. Que zona. Que bagunça.


Nossos garotos da seleção sub-20 perderam a final do Mundial para a Sérvia. Nossas meninas caíram diante da Austrália pela Copa do Mundo, no Canadá, nas oitavas de final. E a seleção principal...Classificamos. E só.

Mas vamos por partes. Creio que as críticas merecem seus justos destinos e as devidas ponderações.

Comecemos pela seleção sub-20. Um time convocado por um técnico e dirigido por outro na competição mais importante da categoria. Alexandre Gallo, escolhido da CBF para cuidar da categoria de base, foi demitido após péssimo desempenho no torneio sul-americano. Em seu lugar, o desconhecido Rogério Micale assumiu o trabalho e foi muito bem.
Chegamos à final, fizemos um ótimo jogo e por detalhes que só o futebol tem, caímos diante da pragmática (e boa) seleção sérvia. Fica a decepção por ver um título escapar a dois minutos do final da prorrogação. Mas fica também a esperança de uma geração de jogadores que demonstraram, além de boa técnica, muito brio e vontade de ganhar. Basta ver a reação dos nossos atletas ao final do jogo. Bem diferente de um grande astro do nosso futebol que, em um gesto de absoluto desprezo e desrespeito, chegou a falar ao telefone celular enquanto recebia a medalha de bronze nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Parabéns aos garotos!


A decepção no futebol feminino também foi grande. Marta e cia não conseguiram passar pela Austrália e foram mais uma vez eliminadas de uma grande competição. O que também se repetiu foi a sequencia de desabafos de nossas atletas diante do fraco (ou quase inexistente) investimento na categoria. Nossa estrela maior foi categórica:  “Agora, sem dúvida nenhuma, vão aparecer muitas pessoas querendo criticar. Mas na hora de ajudar ninguém ajuda.” E ela tem razão. Um exemplo prático: Marta já jogava destaque, enquanto, no Japão, o futebol feminino sequer existia. Hoje, as japonesas já despontam com superioridade em relação a nós. Falta respeito à modalidade. O que a riquíssima CBF fez e faz por nossas jogadoras? Muitas ali sequer trabalho têm e brigam por sobrevivência, como disse também a camisa 10 da seleção brasileira em um de seus discursos. Parabéns às meninas!

Chegamos, então, à badalada seleção principal. Uma primeira fase quase catastrófica na Copa América. Vitória sofrida na estreia contra o Peru, derrota ridícula para a Colômbia (não pelo resultado, mas pelo desempenho em campo), e triunfo não menos sofrido contra a Venezuela pela última rodada. No meio de tudo isso, o nervosismo de Neymar e sua precoce suspensão do torneio.
Um futebol pobre, sem arrancar suspiros, sem empolgar, e que chega ao ponto de ter 4 (sim, 1-2-3-4) zagueiros diante da “poderosíssima” seleção venezuelana. E agora? Quais as reais chances de nossa seleção sem seu (único) craque? Sentiremos a tal “neymardependência”? Creio que sim, mas acho que nossa dependência maior é outra. Ou são outras. E começam lá de cima...

Mesmo com três importantes campeonatos acontecendo em diferentes países, a cúpula do nosso futebol, a saber, o senhor presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, ficou no Brasil, deixando de lado nossas seleções. Medo de alguma investigação? Não sei. Mas que é patético é.

Não sofremos da “neymardependência”. Dependemos de vergonha na cara, profissionalismo, lisura, honestidade, competência, capacidade, vontade, respeito...

Triste é ver a enorme distância que estamos de tudo isso.



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Passando a limpo o feriadão esportivo

Ufa! Que grande feriado prolongado. Para os aficionados em esportes, foi mais que um prato cheio, um verdadeiro banquete. Teve de tudo e para todos os gostos.



Pelo campeonato brasileiro, as surpresas na ponta da tabela prevalecem. O G4 hoje conta com Atlético Paranaense, São Paulo, Ponte Preta e Sport. Alguém apostaria nessa classificação antes de começar o campeonato? É claro que ainda estamos no começo e devemos ter mudanças, mas não deixa de surpreender o desempenho de algumas agremiações. Tanto positivamente como negativamente. Afinal, os campeões estaduais Vasco e Santos, por exemplo, ainda não se encontraram nesse Brasileirão e fazem campanhas bem ruins. De fato, os estaduais enganam. E muito.



A Seleção Brasileira, em meio a toda turbulência no ambiente política, conseguiu mais uma boa vitória, 2 a 0 sobre o México. Dunga, por enquanto, é 100%. Pelo menos em relação aos resultados. Mas, e o futebol jogado? A mim não empolga. Muitos menos sem Neymar. Falaremos dele adiante.



Ao contrário das finais da NBA. Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors realizaram as duas primeiras partidas de uma melhor de sete. Por enquanto, uma vitória para cada lado em dois jogos mais que eletrizantes, em que ambos foram para a prorrogação. Sim, pela primeira vez na história, os dois primeiros jogos das finais do melhor basquete do mundo foram para o tempo extra. A terceira partida acontece nessa terça-feira, dia 9.



Ainda nas quadras, pela Liga Mundial de Vôlei Masculino, nossa seleção manteve a invencibilidade e faturou mais duas vitórias sobre a Austrália. Incrível a capacidade que o Brasil tem para se renovar e continuar mantendo ótimos resultados. Méritos ao competente técnico Bernardinho e sua comissão técnica. Há quem diga que somos o “país do vôlei”, e não mais “do futebol”.



Teve brasileiro fazendo bonito também no tênis. Marcelo Melo, ao lado do croata Ivan Dodig, venceu uma das melhores duplas de todos os tempos e se sagrou campeão do Torneio de Roland Garros, Paris. Depois do grande Gustavo Kuerten, voltamos a festejar a vitória de um brazuca no tênis mundial. Parabéns, Marcelo Melo!




Nas pistas, supremacia total da Mercedes. No Grande Prêmio do Canadá, Lewis Hamilton conquistou mais uma vitória, seguido pelo companheiro de equipe Nico Rosberg. Felipe Massa terminou em sexto, enquanto o Felipe Nasr ficou apenas com a décima sexta colocação. Ao que parece, o título desta temporada deverá ser disputado internamente, entre os dois pilotos da Mercedes.




Voltando ao futebol, destaque total à grande final da Liga dos Campeões da Europa. A Juventus bem que tentou, mas não conseguiu parar o melhor ataque do mundo. Messi, Suárez e Neymar confirmaram o favoritismo do Barça e ergueram mais uma taça, com direito a gol do brasileiro no último lance de jogo, o que lhe garantiu a artilharia da competição. Em pouco tempo na Europa, Neymar já brilha entre os grandes craques do planeta. Qual será seu limite? Parabéns, Neymar!





  

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Eles não gostam de futebol

Uma das figuras mais vilipendiadas no futebol é o árbitro. Ofensas das mais diversas são direcionadas a eles desde o momento em que pisam o gramado, sem nada terem feito de certo ou errado. O senso comum implica em dizer que eles estão sempre errados. Pobres de suas mamães!


 Mas há figuras bem mais erradas nesse meio. E nesta semana, a mais alta corte do futebol mundial foi surpreendida. Dirigentes da FIFA foram presos em pleno congresso da entidade, na Suíça, pelo FBI, acusados de corrupção. Entre eles, o ex-presidente da CBF, e também ex-governador de São Paulo, Sr. José Maria Marín. 

Não é de hoje que a FIFA aparece nos jornais associada a escândalos. Há muitas questões a serem explicadas. Muitos questionamentos quanto a locais escolhidos para sediar Copas do Mundo, possíveis favorecimentos indevidos, entre outras muitas coisas acobertadas e histórias mal contadas. Sim, corrupção no futebol não é uma palavra nova.

A se considerar a média de idade dos envolvidos, e o tempo que estão no poder, constata-se facilmente tal obviedade.

Dirigentes como Marín jamais fizeram qualquer coisa de bom pelo futebol. Jamais pensaram no bem do esporte, no crescimento da modalidade, na expansão positiva dos negócios ou ações que trouxessem benefícios reais e efetivos ao futebol em si, e não a eles próprios. Não, eles não gostam de futebol.

Como mero torcedor, amante e entusiasta do esporte, desejo que essas investigações prossigam. Que vão a fundo. Que se expanda para as confederações nacionais. Uma coisa posso afirmar: vão encontrar muita sujeira debaixo do tapete, e em outros lugares também, algumas até bem pouco escondidas.

Diante de tudo isso, estou certo de que escolhi um bom nome para o meu time, no divertido joguinho virtual, em que atuo como um cartola: “Ponga la Basura em su lugar”. Em português, “jogue o lixo em seu lugar"





terça-feira, 19 de maio de 2015

Ficou barato?

Que várzea!

Na última semana, a Copa Libertadores da América viveu momentos lamentáveis. Mais uma vez. No grande clássico argentino, entre Boca Juniors e River Plate, na mítica Bombonera, ao retornar para o segundo tempo de partida, jogadores do time visitante foram atingidos por com gás de pimenta ainda no túnel de acesso. O estrago foi grande. Queimaduras, olhos irritados, problemas para respirar. Após mais de uma hora de espera e indefinição, o árbitro deu a partida por encerrada.


Eis que a bola vai para a CONMEBOL. Qual seria a punição que a Confederação Sul-Americana aplicaria ao grande Boca? Após dois dias de espera, veio o veredito: eliminação do atual torneio, portões fechados nas próximas quatro partidas continentais, quatro partidas como visitante sem direito a ingressos, além de uma multa no valor de U$ 200 mil (cerca de R$ 600 mil).
espera e indefinição, o árbitro deu a partida por encerrada.

Hoje, dia 18 de maio, surge uma notícia (no mínimo) curiosa.  O jornal espanhol  “AS” informou que a CONMEBOL abriu mão de uma vaga na Copa do Mundo de 2018 para que a punição ao Boca pudesse ser amenizada, já que a FIFA exigia uma penalidade severa ao time argentino, o que traria prejuízos à entidade sul-americana. A decisão final, segundo o jornal, será no dia 29 de maio.

De qualquer forma, é um absurdo que ainda estejamos vendo esse tipo de coisa acontecer. E a principal culpada é a própria CONMEBOL. Uma entidade que é historicamente conivente com os mais diversos absurdos que já pudemos presenciar em campos ao redor da América do Sul. Tem-se como “normal” o fato de um jogador precisar de reforço policial para bater um simples escanteio.

“É assim mesmo, isso é LIBERTADORES!"

Até onde eu sei, pedras não fazem parte de um jogo de futebol. A não ser aquelas usadas para servir como trave no saudoso futebol de rua.

No fim das contas, considero pequena a punição ao Boca. O mínimo necessário diante da repercussão negativa e da cobrança por penalidades mais duras. Mas fica agora a necessidade de desvendar esse possível acordo firmado com a FIFA, que pode interferir diretamente na própria seleção brasileira. Se bem que não corremos o risco de não ficar entre os quatro primeiros colocados nas eliminatórias. Não mesmo?

Aguardemos.






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Eles vs Ele




"Jogador de paulistinha", eles disseram. 

"Quero ver brilhar no Brasileirão", eles desafiaram.

"Bater em Criciúma é fácil, quero ver levantar uma Libertadores", insistiram.

"Na Europa será um jogadorzinho comum", desdenharam.

"Só faz gol em jogo sem importância, quero ver marcar gol no Real", eles duvidaram. 

"Quero ver ser decisivo como CR7 e Messi numa partida de Champions", eles se desesperaram.
Eles não aprendem. E ele, Neymar, não para.
Vai pra cima, moleque. Quem entende de futebol sabe que você, apesar de ter apenas 22 anos, é craque. Faz seu jogo e cale os haters.
 (Texto de Andrey Lima, corintiano, “barcelonista”, boleiro, e amante do bom futebol)
Perfil no facebook: Andrey Lima





terça-feira, 5 de maio de 2015

Os escolhidos de Dunga

É claro que nada irá apagar o vexame sofrido pela Seleção Brasileira diante da Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo, no ano passado. Mas, a vida segue. E nossa seleção terá, em junho, a primeira competição oficial após os inexplicáveis (ou explicáveis) 7 a 1. É a Copa América. Torneio tradicional, quase centenário, que este ano será disputado no Chile.


O técnico Dunga convocou nesta manhã o time que disputará a competição:

Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Diego Alves (Valencia)
Marcelo Grohe (Grêmio)

Laterais
Danilo (Porto)
Fabinho (Monaco)
Marcelo (Real Madrid)
Filipe Luis (Chelsea)

Zagueiros
David Luiz (PSG)
Miranda (Atlético de Madri)
Thiago Silva (PSG)
Marquinhos (PSG)






Volantes
Luiz Gustavo (Wolfsburg)
Elias (Corinthians)
Fernandinho (Manchester City)
Casemiro (Porto)

Meio-campistas
Willian (Chelsea)
Philippe Coutinho (Liverpool)
Roberto Firmino (Hoffenhein)
Everton Ribeiro (Al Ahli)
Douglas Costa (ShakhtarDonetsk

Atacantes
Neymar (Barcelona)
Robinho (Santos)
Diego Tardelli (ShandongLuneng)





São 8 (não sete) os remanescentes da Copa. A surpresa ficou por conta do volante Casemiro, que tem feito bom trabalho no Porto e deve, em breve, retornar ao Real Madrid. A ausência do meia Oscar também surpreende, mas é explicada por Dunga, que preferiu preservar o jogador que sofreu uma contusão no último treinamento do time inglês.

O Brasil estreia no dia 14 de junho, diante do Peru. Os outros times da chave são Colômbia e Venezuela.

A obrigação de se classificar é óbvia e deve se concretizar. Quanto ao título, as chances também são boas. Com base no sucesso que tivemos nos amistosos e na preparação até aqui, vejo grandes possibilidades de conquista, embora tenhamos seleções que evoluíram potencialmente nos últimos anos. Nosso principal obstáculo continua sendo a Argentina, mas é sempre bom ficar de olho no Chile (que joga em casa), no Uruguai, na Colômbia e no México (sempre uma pedrinha no sapato canarinho).





segunda-feira, 4 de maio de 2015

Campeões!


O fim de semana foi de comemoração e festa Brasil afora. E, claro, de tristeza e frustração também.

Os principais estaduais do país já têm seus grandes campeões:

·         Santos, em São Paulo;
·         Vasco, no Rio de Janeiro;
·         Bahia, na Bahia;
·         Joinville, em Santa Catarina;
·         Fortaleza, no Ceará;
·         Internacional, no Rio Grande do Sul;
·         Goiás, em Goiás;
·         Atlético Mineiro, em Minas Gerais;
·         Remo, no Pará;
·         Operário, no Paraná;
·         Santa Cruz, em Pernambuco;
·         Comercial, no Mato Grosso do Sul;
·         Gama, em Brasília;
·         Imperatriz, no Maranhão;
·         América, no Rio Grande do Norte.


O Santos confirmou sua imponência em estaduais nos últimos anos (são 6 títulos em 10 anos). O Vasco voltou a conquistar o Carioca depois de 12 anos. Na Bahia, uma goleada devastadora garantiu a virada e o título para a turma tricolor. No extremo sul do país, a parte vermelha sorriu e deixou Felipão um tanto quanto...injuriado. Em Pernambuco, festa da fanática torcida do Santa.

Em Minas, deu Atlético, mas há de se ressaltar a incrível campanha da Caldense.Um time que chegou à final com uma incrível e surpreendente invencibilidade. Sim, torci pelo time de Poços de Caldas. Quando meu time não está em campo, tenho uma grande “queda” pelo considerado pequeno diante do “grandão”. No Paraná, por exemplo, curti o resultado. O Operário, um time centenário com 14 finais de estaduais disputadas, finalmente conquistou seu primeiro título. E em grande estilo. Duas vitórias incontestáveis sobre o Coritiba.

Parabéns aos campeões estaduais de 2015. E também ao Ceará, campeão da Copa do Nordeste na última semana.

E agora, que venha o Brasileirão!


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Grandes competições, jogos enormes


Depois de muitas incertezas quanto a alguns times brasileiros, eis que todos conseguiram a desejada (e quase imprescindível) classificação para as oitavas de final da Libertadores da América. Corinthians, Internacional e Cruzeiro viveram dias mais tranquilos na primeira fase competição. Atlético Mineiro e São Paulo, em contrapartida, enfrentaram sérias pressões, correndo o risco de serem eliminados precocemente. O Galo, novamente na base do “eu acredito” conseguiu a diferença de 2 gols sobre o Colo-Colo, do Chile. O Tricolor Paulista, após inúmeras críticas e resultados negativos em clássicos, bateu, finalmente, um arquirrival.

E na reta final, o entrelaçamento da tabela destinou a 4 desses brasileiros duelos entre si. O Inter pega o Atlético, enquanto o São Paulo enfrenta o Cruzeiro. O Corinthians, em teoria, pega um adversário mais modesto, o Guaraní, do Paraguai. Nossos hermanos também vão bem. Foram classificados e o grande clássico, Boca Juniors e River Plate, acontece logo nas oitavas.

No velho continente, ao som de música clássica e ópera da melhor qualidade, a suntuosa e aclamada Champions League já tem definidas as duas semifinais. E que semifinais. O atual campeão Real Madri pega a Juventus, enquanto o Barcelona encara o Bayern de Munique para ver quem disputará a taça. No primeiro duelo, vejo o Real como grande favorito, e em dois jogos, não consigo imaginar muitas surpresas. No entanto, a outra partida tem tudo para ser eletrizante. O Barça voltou a jogar o futebol que encantou o mundo alguns anos atrás, e tem um ataque mágico, o famoso trio MSN – Messi, Suárez e Neymar.
O Bayern é nada menos que a base de uma certa seleção alemã, campeã de uma certa Copa do Mundo no Brasil, que emplacou cruéis 7 a 1 em um certo anfitrião. Além do mais, é hoje treinado por um dos grandes responsáveis pelo sucesso de outrora do time catalão. Como será Guardiola enfrentando sua ex-equipe?

Uma coisa eu asseguro, emoção não vai faltar. São grandes competições com jogos maiores ainda.




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os campeonatos estaduais deveriam acabar?

Depois de longas e maçantes rodadas, os principais campeonatos estaduais entram, enfim, na reta final. Como em outros anos, a discussão sobre a atual relevância desses torneios veio à tona novamente, levantando essa questão. O debate ainda divide opiniões. Muitos, principalmente os mais antigos que viveram a era “romântica” do futebol, ainda alimentam certo apreço por tais competições. Dizem ser campeonatos históricos, de memórias épicas, com forte aspecto lúdico e ostentadores de incomparável charme. Vide o campeonato carioca, tido por muitos ao longo dos anos como o mais charmoso do país (concorda, Fred?).



Quanto à memória e o aspecto histórico dessas competições, não há o que questionar. O campeonato paulista, por exemplo, teve sua primeira disputa em 1902, com a artilharia do lendário Charles Miller, então jogador do SPAC – São Paulo Athletic Club. O campeonato baiano veio logo em seguida, em 1905. Hoje, todas as 27 unidades federativas do país possuem campeonatos estaduais (ao menos a primeira divisão).

Mas o que podemos dizer da qualidade dessas competições nos dias atuais? É claro que cada estado possui suas peculiaridades, interesses e necessidades. Mas é visível a degradação e a perda da qualidade dessas competições ao longo dos anos, com a clara falta de interesse por parte de torcedores e também dos próprios clubes. Certa vez, tive a oportunidade de conversar rapidamente com o grande zagueiro uruguaio Daryo Pereira, que defendeu o São Paulo nas décadas de 1970 e 1980, e ele me falou sobre a importância que tinha o Campeonato Paulista em sua época. Disse que o time valorizava muito mais um paulistão do que a própria Libertadores da América, tão venerada nos dias de hoje. E é fato. Os torcedores do Corinthians, por exemplo, mesmo diante de grandes conquistas recentes (Libertadores e Mundial de Clubes, em 2012) têm a conquista do Paulista de 1977 como um dos grandes títulos de sua história, triunfo este potencializado pelo fim do jejum de 23 anos sem títulos.


O que aconteceu? O Paulistão virou paulistinha. Os grandes e competitivos campeonatos estaduais diminuíram. Muitos clubes, outrora fortes e estruturados, hoje passam por situações catastróficas, de falência quase declarada. Vide o Guarani, centenário clube de Campinas, campeão brasileiro em 1976, que hoje se encontra na série C do campeonato nacional, tendo, inclusive o seu estádio - o tradicional Brinco de Ouro da Princesa - leiloado. E a lista se estende. Onde estão a Ferroviária de Araraquara, o Bangu (vice-campeão brasileiro em 1985), o folclórico Juventus da Mooca, o querido América do Rio de Janeiro, o América de Minas (decacampeão estadual consecutivamente)? Fora tantos outros espalhados pelo Brasil. Clubes com história, tradição, memória. E hoje, nada muito além disso.

Em geral, a situação é ruim. De um lado, vemos federações trabalhando muito pouco pelo futebol, visando a interesses, na grande maioria, políticos. De outro, clubes se engalfinhando por interesses próprios ao invés de se unirem em prol de um futebol mais rentável, competitivo, organizado, estruturado. O assunto vai longe, e nesta segunda, dia 21, falaremos um pouco mais no Vejam Só!.


E você, o que acha? Os estaduais deveriam acabar?

André Ramos